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Manifesto assinado no Simtec cobra políticas públicas imediatas para o setor sucroenergético

28 de junho de 2012


Com um tom bastante crítico, a assinatura da Carta de Piracicaba – Manifesto em Prol do Setor Sucronergético marcou o encerramento da 10ª edição do Simtec 2012 (Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia e Energia Canavieira), no dia 27 de junho, no Engenho Central, em Piracicaba/SP. O documento enumerou as principais reivindicações do setor, do produtor rural às usinas, e utilizou palavras-chave como providências imediatas, políticas públicas e incentivos ao consumo do etanol em vários pontos do texto oficial. Endereçado à presidente Dilma Rousseff, todos os deputados federais e estaduais, o texto leva a assinatura das entidades organizadoras do Simtec (Simespi, Coplacana, Acipi e Ciesp/Regional Piracicaba)

Na opinião do coordenador-geral do Simtec, José de Jesus Vaz, durante os três dias de evento, visitantes, palestrantes, expositores e especialistas foram unânimes quanto à necessidade de mudanças rápidas nas políticas públicas do setor, para evitar a imobilização total da cadeia sucroenergética. “Tínhamos a ideia de elaborar um documento que ganhou força na abertura do Simtec, foi escrito com a colaboração de muitas pessoas nestes três dias e culmina no lançamento do manifesto nesta tarde. Com certeza, é um grito de atenção que o setor faz para os governantes do país”, explica José Vaz.

De acordo com Vaz é fundamental que a população esteja ciente desta conjuntura. O objetivo é suscitar um debate em meio à sociedade, já que a crise não está só na porta das usinas e sim nos demais departamentos e, inclusive, junto aos produtores.

Para o presidente da Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo), Arnaldo Antonio Bortoleto, é necessário um maior incentivo para o setor, tão benéfico para o país. “A gasolina é de origem fóssil, em contrapartida o etanol gera energia limpa, emprega mais e tem de ter um preço justo também”, ressalta.

“É uma incoerência após um evento como a Rio+20 o governo ainda continuar focando suas ações no petróleo e não no etanol. A missão do Simtec 2012 foi essa: solicitar apoio ao setor”, diz o presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), também um das entidades realizadoras do simpósio, Jorge Aversa Júnior.

O coordenador do Simtec, Matheus Berto, reitera que um país como o Brasil não pode perder espaço para outros combustíveis. “O benefício do etanol sempre foi grande. Quando o preço do petróleo subiu, por exemplo, quem conseguiu atender a demanda foi o biocombustível”, afirma.

Já o presidente do Simespi (Sindicato patronal da indústria), Tarcisio Angelo Mascarim, aponta que o país como um todo ainda não se conscientizou da dificuldade pela qual passa a cadeia. “Até agora o Brasil não entendeu a importância do setor, só focalizam o petróleo, as montadoras, os bancos e a carta visa sensibilizá-los. É inadmissível privilegiar os maiores poluidores, no caso a gasolina e o diesel”, enfatiza.

“Esse manifesto serve para realçar um problema que vem de longe e está se tornando insuportável”, acrescenta o diretor regional do Ciesp, Álvaro Augusto Teixeira Vargas. Segundo o empresário, agora as autoridades serão procuradas para que o documento seja entregue em mãos e tenha efeito.

SIMTEC 2012 – Para Vaz, o público do Simtec 2012 foi mais específico e voltado ao setor. “Chegamos a seis mil visitantes até esta tarde, com perspectivas de aumento com a conclusão do evento, nesta noite. Não temos estimativas mas já sabemos que foram gerados entre R$ 160 e R$ 180 milhões em negócios”, informa José Vaz. Na opinião do coordenador-geral, a realização da FFAuto, como primeira edição, foi válida para troca de experiências. “Os próprios palestrantes do Colóquio SAE trocaram cartões, a feira foi uma maneira de facilitar os contatos para o setor automotivo. Quem sabe até haja um ‘Simtec’ dessa área”, sugere Vaz.

ASSOCIADAS – Entre as empresas expositoras da décima edição do Simtec , 15 são associadas ao Simespi: Aferitec Comprovações Metrológicas e Comércio Ltda., CNH Latin America Ltda., Dedini S/A Indústrias de Base, Dínamo Automação Industrial Ltda., Elring Klinger do Brasil Ltda., FCN Tecnologia Ltda., General Chains do Brasil Ltda., Indústrias Marrucci Ltda., Labmat Análises e Ensaios Materiais Ltda., M I Service ME – Comércio, Prestação de Serviços, Equipamentos Industriais, Molas Piracicaba – Indústria e Comércio Ltda., Tecnal Equipamentos para Laboratórios Ltda., Grupo Pizzinatto (Telhaço Indústria e Comércio Ltda.), Turbimaq Turbinas e Máquinas Ltda..

* Foto: WA Studio

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