A sua empresa gera resíduos sólidos diariamente — e não, isso não é apenas ‘lixo’. Estamos falando de materiais que, quando bem gerenciados, podem representar redução de custos, novas oportunidades e um compromisso real com a sustentabilidade.
A legislação brasileira já vem mostrando isso há anos. Desde a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), ficou estabelecido que os resíduos gerados por empresas — sejam elas comércios, indústrias ou prestadoras de serviço — devem ser completamente gerenciados pelos próprios geradores. Ou seja, não é responsabilidade do município cuidar do que sua empresa descarta, exceto em casos específicos onde o poder público assume esse papel. Com o Novo Marco do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020), essa responsabilidade foi reforçada, e ficou ainda mais claro que os resíduos precisam ser tratados com seriedade. Essa lei também determinou o fim dos lixões e dos aterros precários, e permitiu que empresas privadas participem da gestão dos resíduos urbanos, cobrando tarifas pela coleta e destinação.
Cada município brasileiro tem adotado caminhos diferentes. Enquanto cidades como Piracicaba e São Paulo exigem que as empresas contratem serviços especializados para a gestão completa dos resíduos, outras como Joinville e São José preferem cobrar uma tarifa diretamente dos usuários, e há ainda aquelas que incluem essa cobrança no IPTU, como é o caso de Guararema e Rio de Janeiro.
Diante disso, sua empresa precisa de um bom Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Ele é a base para entender quais resíduos são gerados, como separá-los corretamente, o que pode ser reaproveitado ou vendido, e o que precisa de destinação final ambientalmente adequada. Empresas que cuidam dos seus resíduos passam uma mensagem clara de responsabilidade, especialmente em mercados que valorizam práticas sustentáveis. Com isso, você evita multas, reduz custos, minimiza desperdícios e ainda contribui para um ambiente mais limpo e eficiente.
As empresas associadas ao Simespi podem contar com o suporte da DSK Consultoria Ambiental para elaboração e implantação deste importante plano para atendimento das obrigações legais vigentes, e que não só contribui para um ambiente mais sustentável, mas também traz benefícios econômicos e operacionais para as empresas.
Tatiana Koroiva é sanitarista e Régis Koroiva é engenheiro mecânico. Ambos são sócios-diretores da DSK Consultoria Ambiental, parceira do Simespi
