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Simespi tem posição mais cautelosa

8 de setembro de 2006


Como presidente do Simespi, Tarcísio Mascarim declara que “no caso de empresas que fornecem produtos em grande quantidade para a Volks, o possível fechamento da fábrica deverá provocar uma revisão na produção dessas empresas”. Para ele, se não houver possibilidade de redirecionar essa produção, as empresas instaladas na cidade poderão sofrer o impacto dessa perda.

Sobre a diferença entre as expectativas de mercado para o fornecedor e o montador, Mascarim atribui a disparidade aos diferentes focos de negócios. “Quanto ao mercado automobilístico brasileiro, atualmente ele é demandante. Mas, pelas notícias, a Volks quer fazer uma adequação da fábrica para a melhoria de sua competitividade.”

Mascarim diz que as fornecedoras não enfrentam, da mesma forma, problemas com o câmbio, principal motivo que levou a direção da Volks ao anúncio de corte no quadro de funcionários.

Ele acredita que, “no caso de a Volks não conseguir um acordo para adequação do número de empregados, ela ameaçará todos os envolvidos com o fechamento da montadora de São Bernardo”.

Outros empresários ouvidos não acreditam em medidas extremas. Cruz, da Femaq, acredita em um enxugamento de funcionários, mas não no fechamento da montadora, pois a planta do Brasil tem resultados positivos. “A Volks está esperando uma recuperação do dólar frente ao real e, desta forma, com as demissões, pressiona o governo para que tome atitudes para sanar tal valorização, motivo que inviabiliza a exportação de veículos”, explica o empresário.

A discussão entre sindicato e governo e o custo alto para as vendas ao exterior também foram itens considerados por Eckert, da Elring Klinger. “Não acredito no fechamento da Volks de São Bernardo, mas a solução final irá depender das negociações em várias instâncias e diversos envolvidos”, comenta.