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Responsabilidade Humanística em direção a um novo modelo de gestão

3 de outubro de 2019


 

O mundo está em constante transformação. Estamos vivendo a quarta revolução industrial, período que promete grandes avanços tecnológicos e crescimento econômico para o Brasil.

 

O Governo Federal, por meio do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), elaborou a “Agenda Brasil para a Indústria 4.0” disponível para consulta no site www.industria40.gov.br. Trata-se de um documento estruturado em etapas, que traduz em ações, as possibilidades de promover o desenvolvimento da indústria no país.

 

É preciso lembrar que, para se ter eficiência operacional, máquinas inteligentes precisam de pessoas entusiasmadas, conectadas e preparadas para programá-las com as tecnologias digitais. E como ter motivação diante de um cenário no qual máquinas ameaçam te substituir?

 

O capital humano é imprescindível para o êxito desse processo de mudança que redefine o trabalho. A inteligência artificial pode ser imbatível, desde que alimentada pelo ser humano com os dados corretos. Diante desse contexto, nasce a “Responsabilidade Humanística”.

 

De acordo com o professor e fundador da Responsabilidade Humanística, Dante Gallian, na 45ª edição do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (Conarh), realizado no dia 13 de agosto, no São Paulo Expo, “a responsabilidade humanística consiste em investir tanto na formação como na manutenção do bem-estar dos colaboradores. Isso seria vital para diminuir o risco de problemas como a Síndrome de Burnout”.

 

Empresas que praticam efetivamente a responsabilidade social, já entendem que o lucro deixou de ser o único foco da organização e, consequentemente, se comprometem com o desenvolvimento humano, priorizando modelos de gestão mais sustentáveis.

 

A gestão humanizada procura trabalhar a empatia para tornar o ambiente mais agradável e produtivo; reformular as práticas de liderança provocando situações de aproximação entre gestores e colaboradores; resolver os conflitos que limitam a motivação dos mesmos e orientá-los sobre essa nova tendência industrial. Em contrapartida, esse novo fluxo motiva a gratidão dos funcionários pela oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional.

 

 

Sandra Novaes é docente de Responsabilidade Social Empresarial e coordenadora-administrativa do Simespi